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Sindicato e a Comissão de Mulheres Químicas do ABC visitam as fábricas nesta semana para homenagear as trabalhadoras
Como já é tradição no Sindicato, a Comissão de Mulheres Químicas do ABC preparou este ano um presente especial às trabalhadoras da categoria: uma delicada sacola em algodão cru grafada com a história do 8 de março. E na semana que antecede o Dia Internacional da Mulher, as companheiras que integram a Comissão, mais diretores do Sindicato, estão visitando algumas empresas da região para entregar a sacola e o Jornal Especial da CUT-São Paulo.
Até o dia 4 de março, serão visitadas oito fábricas, totalizando cerca de mil trabalhadoras químicas presenteadas. Na tarde desta quarta-feira, 03 de março, a Comissão esteve na troca de turnos da EMS, a maior empresa do setor farmacêutico da nossa região, que conta com aproximadamente 400 trabalhadores/as, sendo mais de 80% mulheres. E foi recebida com muito carinho pelas trabalhadoras.
Na porta da fábrica, aguardando a saída do turno da manhã, estava uma pequena criança, no colo do pai, esperando sua mãe, Francinete, sair do trabalho (foto).
“Ele (o pai) trabalha no turno da noite e eu no turno da manhã, aí vamos nos revezando nos cuidados com o Guilherme”, explica a trabalhadora que destaca entre as maiores conquistas do último período a redução da jornada de trabalho para 40 horas em todas as empresas do setor farmacêutico. “Aos poucos estamos conquistando as coisas. Acredito que as mulheres ainda precisam conquistar a igualdade de salários – algumas empresas ainda não tem, mas hoje a situação está bem melhor para a mulher trabalhadora”, comenta.
A representante dos trabalhadores, Cleide, da Comissão de Fábrica da EMS, concorda com Francinete, mas aponta algumas queixas que as trabalhadoras tem dentro da fábrica. “Gostaríamos que aumentasse a idade da criança com direito ao auxílio-creche, que é atualmente até os dois anos e meio de idade, ou então que a empresa criasse uma creche aqui no local”, afirma.
Outro problema apontado pelas trabalhadoras, segundo Cleide, é a respeito do dia da matrícula escolar dos filhos. “Geralmente quem tem que fazer a matrícula é a mãe, então a empresa poderia abonar esse dia. Mas nossos direitos melhoraram bastante e a tendência é a mulher conquistar mais espaço a cada dia”, finaliza.
100 anos de luta por igualdade
Instituído em 1910, durante a segunda Conferência Internacional de Mulheres, realizada na Dinamarca, o 8 de março completa neste 2010 cem anos de luta por igualdade e oportunidade.
As marchas e atos públicos deste ano colocam na ordem do dia as bandeiras: Salário Mínimo justo; contra a exploração da força de trabalho feminino; redução da jornada sem redução do salário, contra a criminalização das mulheres e toda a forma de violência.
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