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Sindicato dos Químicos do ABC participa de Seminário a convite do movimento sindical turco
A experiência de organização no local de trabalho da categoria química do ABC, como o Sistema Único de Representação (SUR), Comissão de Fábrica etc. e nossas políticas sociais (contra a discriminação racial e de gênero, em defesa do emprego e da previdência social, por exemplo) foram motivo de amplo interesse das organizações sindicais da Turquia em recente Seminário do qual participou como convidado o Engº Nilton Freitas, Assessor de Políticas Públicas e Sindicais do Sindicato.
Integrando o projeto “Capacitação para o Diálogo Social e Organização na Turquia”, da Federação Internacional dos Sindicatos da Química, Energia, Mineração e Indústrias Diversas (ICEM) e financiado pela central sindical FNV Bondgenoten da Holanda, o seminário foi apoiado pelos sindicatos da França, Holanda, Espanha e Brasil, que participaram do intercâmbio de experiências de ações sindicais de todo o mundo.
Participaram do Seminário em Izmit – região similar ao ABC paulista – cerca de 50 sindicalistas turcos dos setores do petróleo, petroquímico, plástico, borracha, farmacêutico, produtos de limpeza e higiene pessoal e outros, além de convidados do Brasil, da Alemanha, da Espanha e da França.
O movimento sindical turco assiste no momento a diminuição do seu número de filiados com o conseqüente enfraquecimento das entidades frente às políticas de flexibilização que tentam implementar as empresas com o apoio do governo. Os companheiros atribuem essa situação, em grande parte, à partidarização das entidades e à falta de diálogo e articulação entre as três centrais sindicais do País.
Por causa disso, a experiência brasileira Cutista despertou bastante interesse dos participantes já que representa a construção de um sindicalismo classista, de luta, independente dos patrões e do governo, inclusive do próprio governo Lula, que apoiamos e defendemos por que promove o crescimento econômico com geração de emprego e de renda e diminuição da pobreza e das desigualdades sociais e regionais.
Aliás, o governo do Presidente Lula é motivo de orgulho dos trabalhadores em todo o mundo, não só pelo que tem feito dentro do País, mas também porque, com sua política externa protagonista e independente em relação aos Estados Unidos, tem ajudado a diminuir as disparidades de poder e de comércio entre os países ricos e aqueles em desenvolvimento.
Em termos de organização sindical e relação com a categoria, o exemplo dos químicos do ABC foi bastante elogiado, pois prioriza a organização no local de trabalho, a comunicação com a categoria e seus familiares (caminhão de som, Sindiquim, internet, Revista do Brasil, Jornal ABCD Maior, Radio Atual etc.), a capacitação da militância para a ação sindical, a participação em órgãos colegiados da administração pública (conselhos e comissões municipais p.ex.) e, principalmente, a ação conjunta com sindicatos Cutistas de outras categorias e os movimentos sociais.
A ICEM, ao qual o nosso Sindicato é filiado, promove esse tipo de evento para possibilitar a troca de experiências e a cooperação sindical internacional em um mundo globalizado, pois, a perda de direitos ou o enfraquecimento da organização sindical em um lugar representa uma ameaça para todos.
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