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Após mais de dois meses de debates e três dias de discussões, a categoria química do ABC já tem as diretrizes das ações sindicais para os próximos três anos. A terceira e última etapa do 10 º Congresso dos Químicos do ABC, realizado no último fim de semana na cidade de Atibaia, interior de São Paulo, aprovou uma plataforma de ação para o Sindicato desde os locais de trabalho até o âmbito internacional.
Sob a bandeira “Fortalecer o Trabalho Decente e a Integração Regional”, a última etapa do 10º Congresso teve sua abertura coordenada pelo presidente do Sindicato Paulo Lage, com presenças de vários dirigentes, parlamentares e lideranças sindicais, entre elas a do presidente nacional da CUT, Artur Henrique, que fez uma análise do momento político e econômico e das propostas de luta da Central.
As resoluções aprovadas pelos 136 delegados/as apontam para o fortalecimento da organização no local de trabalho, para o estreitamento da relação da direção do Sindicato com a militância organizada nas Comissões de Fábrica, SUR/CIPA e outras formas de representação. Apontam também para a necessidade de melhorar a comunicação e a formação sindical, com objetivos a melhor compreendermos os desafios da globalização e as novas formas de exploração e dominação do capital sobre o trabalho.
A intensificação do trabalho por meio da polivalência das funções, a jornada de 44 horas e o trabalho compatível (que obriga acidentados e doentes a exercerem outras funções enquanto se recuperam), combinados com a alta rotatividade que reduz salários e rebaixa funções, constituem uma forma renovada de aumento da produtividade que não se reflete em aumento de salários ou de participação nos lucros e resultados. As empresas continuam cada vez mais ricas e pouco melhoram as condições de vida dos trabalhadores/as.
“Os avanços e as conquistas do governo Lula no campo econômico e social – com aumento do emprego e a redução das desigualdades – somente se concretizarão para as gerações futuras se formos capazes de manter e ampliar a nossa organização, nossa capacidade de negociação e de mobilização para influenciar as políticas públicas e os processos decisórios sobre os destinos das nossas cidades, do nosso Estado e do nosso País”, avalia o presidente do Sindicato, Paulo Lage.
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