No segundo dia da 2ª Conferência Internacional sobre a Gestão dos Produtos Químicos (ICCM2), que acontece esta semana em Genebra, Suíça, a Confederação Sindical Internacional (CSI) fez um chamado aos governos e à indústria química para que considerem, com mais atenção, a realidade das condições de trabalho no interior das fábricas, ao relacionar a produção de informações e o Relatório Nacional sobre o andamento dos compromissos de segurança química, aglutinados em torno de SAICM – o Enfoque Estratégico sobre a Gestão Internacional dos Produtos Químicos.
As fontes de dados para os informes nacionais são elementos cruciais do Relatório Nacional. Ao defender que o conhecimento e as experiências dos trabalhadores e seus sindicatos nos locais de trabalho sejam considerados, a CSI e sindicatos presentes – entre os quais o Sindicato dos Químicos do ABC, a CNQ, CUT e ICEM – confrontaram a iniciativa de certas ONGs do campo científico que são, na verdade, relacionadas à indústria química multinacional.
Os representantes dos trabalhadores entendem que toda a contribuição científica deve se realizar no contexto das iniciativas e das instâncias de SAICM, onde todos os países representantes de organizações internacionais têm assento e podem, através dos meios existentes, chegarem às melhores e mais equilibradas decisões sobre o assunto.
Participam da 2º Conferência Internacional em Genebra: 166 governos, 27 organizações internacionais (OIT, OMS, PNUMA entre elas) e cerca de 100 ONGs, categoria em que são incluídos os sindicatos, estes em número bastante reduzido.
Com informações de Nilton Freitas, engenheiro de segurança e assessor do Sindicato dos Químicos do ABC, CNQ e ICEM, presente à Conferência.
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