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Pandemia: Todas as vidas importam!

Enquanto o presidente da nação tem discurso e atitudes irresponsáveis, ações dos congressistas, de muitos políticos, das centrais sindicais, dos sindicatos e da sociedade civil fazem a diferença na defesa da VIDA

Neste momento, a prioridade é salvar vidas e evitar um colapso no sistema de saúde brasileiro. Por isto que a atuação do Sindicato está firme na luta pelo isolamento domiciliar do maior número possível de trabalhadores e trabalhadoras e vem conquistando, com a efetiva participação das Comissões de Fábrica, acordos extraordinários protegendo a saúde, os empregos e direitos.

Mas precisamos pensar socialmente também. A pandemia vai prejudicar a economia em todo o mundo de qualquer jeito, mais cedo ou mais tarde, por isso a primeira coisa a fazer é proteger as pessoas. E como TODAS AS VIDAS IMPORTAM, vamos contribuir com o que for possível.

Políticas Públicas

 

A Câmara dos Deputados ontem mostrou que está fazendo a sua parte e aprovou o repasse mensal de R$ 600 a trabalhadores informais e pessoas com deficiência que ainda aguardam na fila de espera do INSS até a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC). No caso de mulheres provedoras de família, a cota do auxílio emergencial será paga em dobro (R$ 1 2 mil). Mas para começar a valer, o texto ainda precisa ser apreciado pelo Senado Federal.

“Foi uma importante vitória da CUT e do fórum das centrais sindicais”, celebrou o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre. “No dia 17 de março, entregamos o documento com a nossa  proposta nas mãos do deputado federal Rodrigo Maia, presidente da Câmara, que garantiu seu apoio. Fizemos um trabalho importante de conversar com parlamentares de todas as bancadas. Fomos ouvidos.“, disse. O dirigente também destacou que a CUT e as demais centrais vão redobrar o trabalho e a pressão para que o projeto da renda mínima emergencial seja aprovado no Senado. 

Proteção aos empregos e salários

 

Em reunião virtual, as centrais sindicais decidiram nesta sexta-feira, 25, que se reunirão com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e, na sequência, com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na próxima semana,  para tratar da proteção dos empregos, salários e do sistema produtivo frente à crise.

Espaços sindicais para atendimento de saúde

A CUT e demais centrais sindicais vão orientar seus sindicatos a colocar à disposição do Poder Público instalações para o atendimento da população durante a pandemia de coronavírus.   

Sindicatos, federações e confederações que tiverem instalações como colônia de férias, quadras, clubes, ambulatórios serão orientados a entrar em contato com autoridades locais.  A utilização dos espaços cedidos deverá ser operada pelas autoridades sanitárias.

“A meta das centrais é colocar, neste primeiro momento, 5 mil leitos à disposição das autoridades - secretarias estaduais e municipais de Saúde em todo o Brasil”, disse Sérgio Nobre. O dirigente também faz um: “Trabalhadores e trabalhadoras, fiquem em casa, enquanto houver risco, fiquem em casa”.

 

Ajuda à população de rua

 

 

Em Santo André, a cabeleireira Gisele Capelli criou um local com geladeira abastecida com sopa e alimentos que podem ser consumidos frios, como sucos, frutas e bolachas. Além da geladeira, há um micro-ondas para aquecer o que é melhor ser consumido quente e uma arara com roupas e produtos de higiene.

Tudo isso fica à disposição dos moradores de rua, pessoas que não têm como se isolar numa casa e portanto ficam mais expostas à contaminação pelo coronavírus e sentem ainda mais a escassez de tudo que precisam com o isolamento social.

Esse ponto solidário fica na *Rua Javri, 449, na Vila Assunção*

O espaço está aberto todos os dias, das 9h às 20 horas, tanto para receber doações, quanto para a retirada dos produtos pela população em situação de rua.

 

Ajuda às comunidades

Para não faltar alimentos na mesa da população carente, várias ONGs estão arrecadando doações para distribuição de cesta básica a famílias de comunidades pobres de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, entre outras regiões do país.

Os kits são compostos por alimentos básicos: arroz, feijão, farinha, macarrão, óleo e açúcar e dois sabonetes para higienização.

Uma pesquisa da Central Única das Favelas (CUFA) mostrou que 86% dos moradores de periferias de todo Brasil têm medo de ficar sem ter o que comer. Por isso, a importância desse gesto pode salvar muitas vidas.

Quem não consegue sair de casa por causa da quarentena, também pode ajudar, fazendo doações via internet. Para contribuir, é só entrar nos respectivos sites:

*1. Ação da Cidadania:*

https://www.acaodacidadania.com.br/blog/acao-contra-o-coronavirus

*2. CUFA – Central Única das Favelas:*

https://www.cufa.org.br/noticia.php?n=MjY0

 

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