11 4433-5800 | Contato
 
   

Fundado em 8 de outubro de 1938 por trabalhadores(as) da Rhodia – uma das primeiras indústrias químicas da região do ABC, o Sindicato dos Químicos do ABC sempre desempenhou um papel de relevada importância política para a região e todo o país.

O Sindicato abrange hoje os sete municípios do Grande ABC: Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. Dados do Consórcio Intermunicipal Grande ABC apontam que é a área mais industrializada do Brasil, com uma população de quase 2,5 milhões de habitantes.

O Grande ABC também se destaca como o berço do sindicalismo combativo, surgido no final da década de 70 e que contribuiu para acelerar o fim da ditadura militar no país, cujos frutos são o Partido dos Trabalhadores (criado em 1980) e a Central Única dos Trabalhadores - CUT (fundada em 1983). Graças a essa luta, hoje a renda per capita da região, estimada em mais de R$ 1.000,00, faz dela o terceiro mercado do Brasil, superado apenas pelas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

No Grande ABC estão instaladas cerca de 800 empresas do ramo químico, petroquímico, plástico, resinas sintéticas, tintas e vernizes, armas e munições e setor farmacêutico. Trabalham nessas empresas cerca de 40 mil trabalhadores(as), dos quais 20 mil são sindicalizados ao Sindicato dos Químicos do ABC, contribuindo mensalmente com 1% do seu salário para a entidade.

   

Estatuto:

Em consonância com os princípios de democracia da CUT, o Sindicato dos Químicos do ABC possui um Estatuto que orienta e determina o funcionamento da entidade.

A democracia interna e a realização de eleições periódicas é um dos pontos fortes do nosso Estatuto:

- Eleição para renovação da diretoria é realizada a cada três anos;
- Convocação da eleição deve ser publicada no jornal do Sindicato e nos jornais de maior circulação da região;
- A cada pleito, uma Comissão Eleitoral é eleita em assembléia e os aposentados tem participação garantida;
- As chapas concorrentes são representadas em todo o processo eleitoral, que é aberto e democrático.

Um exemplo de luta e democracia:

O Sindicato dos Químicos do ABC renova a sua diretoria a cada três anos. A última eleição ocorreu em abril de 2006 e o mandato dos atuais diretores se encerra em 2009.

A cada mandato, o Sindicato realiza o Congresso dos Trabalhadores(as) Químicos do ABC, estabelecendo suas políticas e sua plataforma de lutas em defesa dos interesses imediatos e históricos dos trabalhadores(as).

O mais recente foi o IX Congresso, realizado em abril de 2005, e inovou o modelo de estrutura e funcionamento para proporcionar um debate político democrático e transparente com toda a categoria.

O IX Congresso foi elaborado em duas etapas: a primeira, com a realização de 8 plenárias, na sede do Sindicato, no decorrer dos meses de março e abril, que abordaram quatro temas: Organização no Local de Trabalho; Sustentação financeira e Sindicalização; Fortalecimento da Confederação Nacional dos Químicos e da CUT; e Políticas Públicas e Sindicato Cidadão.

A partir dessas discussões, foi elaborada uma tese guia e escolhidos os cerca de 250 delegados que participarão agora da segunda etapa do Congresso no Hotel Atibainha.
Além do debate e aprovação das resoluções, esta segunda etapa também prevê a organização de cinco oficinas temáticas formativas, abordando temas como Globalização e redes mundiais de trabalhadores; Saúde, Trabalho e Meio Ambiente; Questões de Gênero; Aposentadoria e Previdência Social; Cooperativismo e Economia Solidária.

  Clique aqui e confira as Resoluções do IX Congresso
Entidades às quais o Sindicato dos Químicos ABC é filiado:

O Sindicato dos Químicos do ABC foi um dos primeiros sindicatos a estabelecer uma ruptura com o sindicalismo oficial, participando efetivamente da criação da Central Única dos Trabalhadores - CUT. Fundada em agosto de 1983 por sindicatos realmente comprometidos com a luta dos trabalhadores e trabalhadoras, a CUT é hoje a maior e a mais representativa central sindical latino-americana.

Logo após a fundação da CUT, durante a Ditadura Militar, o Sindicato dos Químicos do ABC, teve a coragem de abrir suas portas para abrigar a primeira sede nacional da CUT, presidida na época pelo companheiro metalúrgico Jair Meneguelli, no prédio que hoje abriga a Associação de Aposentados Químicos do ABC (foto).

Devido a sua importância política e permanente compromisso de luta de suas diretorias, o Sindicato dos Químicos do ABC compõe as estruturas de organização da CUT, verticais e horizontais, desde a fundação da central, permitindo que os trabalhadores(as) químicos(as) do ABC estejam sempre à frente das decisões que dizem respeito aos destinos do país.

Confederação Nacional do Ramo Químico da CUT – CNQ-CUT

A Confederação Nacional dos Químicos (CNQ), uma organização vertical da CUT, organiza os sindicatos de trabalhadores(as) do ramo químico em âmbito nacional. Atualmente tem 79 entidades filiadas por todo o país, representando cerca de 326 mil trabalhadores(as) dos seguintes segmentos econômicos: Petróleo, Petroquímico, Química fina, Química para fins industriais; Tintas e Vernizes, Farmacêutico, Cosmético, Materiais para Higiene Pessoal; Celulose, Papel, Papelão, Artefatos de Papel.
Borracha, Elastômeros; Vidros, Cerâmica, Material Ótico; Material Plástico, Agrotóxicos, Fertilizantes, Corretivos Agrícolas.

Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico da CUT no Estado de São Paulo

Em 2003, os sindicatos do ramo químico iniciaram o debate dentro da CNQ a respeito da criação da federação, com objetivo de unificar e estruturar melhor a luta dos sindicatos cutistas no estado de São Paulo. Durante o processo de debates aderiram à proposta de criação da federação cutista os sindicatos Químicos ABC, Químicos São Paulo e Químicos Unificados (Osasco, Campinas e Vinhedo).

Em meados de 2007, a Fetquim é oficializada e passa a ter representação legal e a assinar acordos e convenções coletivas da categoria química no Estado de São Paulo. Assim, a FETQUIM torna-se o mais novo espaço de ação sindical política, democrática e pluralista, tendo em vista a defesa dos direitos e ampliação das conquistas dos trabalhadores no estado de São Paulo. Abrange cerca de 125.000 mil (cerca de 70 %) trabalhadores do ramo no Estado de São Paulo.

Federação Internacional dos Sindicatos da Química, da Energia, da Mineração e Indústrias Diversas

Dentro do contexto da globalização, um sindicato de luta tem que representar seus trabalhadores(as) aonde as principais decisões estratégicas são tomadas, ou seja, nas organizações internacionais – tais como a Organização Internacional do Trabalho (OIT), Comissão de Desenvolvimento Sustentado da Organização das Nações Unidas (CDS/ONU) – nos foros econômicos e comerciais (Banco Mundial, FMI, Mercosul etc) e junto às matrizes das empresas multinacionais (caso da BASF, Rhodia, FastPlas, Brascola, Solvay). Para isso temos a ICEM – uma organização internacional que representa mais de 20 milhões de trabalhadores em cerca de 150 países, organizados em todos os continentes.

 
 
 
O Sindicato | Serviços | Secretarias | Agenda | Sindicalize-se